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Economia

Negociações para liberação de pagamento por Whatsapp estão avançadas

Presidente do Banco Central afirmou que instituição deverá autorizar ferramenta

05 setembro 2020 - 10h24Por Jennifer Vargas*

Ao que tudo indica, em breve os brasileiros poderão contar com uma modalidade de pagamentos e transferências pelo Whatsapp. Quem adiantou a informação foi Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, em entrevista à rede de TV americana Bloomberg.

“Projetos como estes devem passar por um processo de aprovação. Quando o Whatsapp propôs o arranjo, entendemos que era um arranjo grande. Dissemos que como era grande e tinha várias dimensões, pedimos que entrassem no rito de aprovação como ocorre normalmente. E será aprovado.”

Em junho o aplicativo havia anunciado a implantação da ferramenta, que já funciona em outros países, no Brasil, mas o projeto foi barrado pelo BC, que justificou ter que analisar e estimar os riscos que o serviço poderia trazer ao mercado brasileiro.

Agora com negociações avançadas, o executivo explicou que a análise do órgão tem sido criteriosa para antecipar possíveis problemas na operação e garantir idoneidade no processo.

“As duas dimensões que estamos focando é promover competição e proteger os dados dos cidadãos. Queremos competição, queremos que todas as big techs [nome em inglês dado às grandes empresas de tecnologia] entrem no Brasil. Você pode ter um sistema que comece competitivo, mas no fim acabe não tendo esta característica”, alertou.

Com o novo recurso autorizado, os usuários deverão ativar o Facebook Pay em seu smartphone, informando dados do cartão de crédito ou débito e definindo uma senha (PIN). Para transferir dinheiro ou fazer compras em estabelecimentos, bastará clicar em um contato e acionar a ferramenta “anexar”.

Em um primeiro momento, a ferramenta estaria disponível apenas para clientes dos bancos Banco do Brasil, Nubank e Sicredi, com cartões das bandeiras Visa e Mastercard. Com processamento feito pela Cielo, as transações não terão custos para os consumidores e pessoas físicas, já as empresas deverão arcar com uma taxa por cada valor recebido.

*Com informações da Agência Brasil